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65, 6 milhões de desempregados desistiram e não procuram novo emprego

Contingente, que desanimou depois de muito procurar, termina vivendo de “bicos”. Para Paulo Campos, vice-presidente nacional da OTB esta “é força de trabalho que não pode ser abandonada”.

Por Anderson Luna dia em OTB no Brasil

65, 6 milhões de desempregados desistiram e não procuram novo emprego
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Agência Trabalhador, 03/08/2018, 15:00 h – São Paulo

Na sede da OTB, representantes dos trabalhadores debateram hoje (03) o levantamento realizado pelo IBGE revelou que 65, 2 milhões de pessoas não trabalham e nem procuram emprego em todo o país. A taxa é em 1,2% superior ao mesmo período do ano passado.

A conclusão foi pela necessidade da criação de políticas públicas que reinseriram esta parcela da população no mercado de trabalho formal. Desta conclusão, algumas premissas tem de ser atingidas, antes de se alcançar este objetivo: a redução do desemprego com aumento real e consistente da oferta de novas postos de trabalho; o crescimento econômico que é a mola que impulsionará este crescimento, aliado à políticas de educação e capacitação, além de campanhas de caráter motivacional.

Embora a expectativa de desemprego tenha sido de 12,6% a taxa oficial atingiu o patamar inferior de 12,4%, mas não existe motivo para comemoração com índice elevado, ainda mais quando o número de empregados no setor privado com registro em carteira atingiu o menor número desde o início das pesquisas em 2012, com 32,8 milhões de pessoas.

No momento, o número de pessoas trabalhando em empresas privadas sem registro chegou a 10,9 milhões. No trimestre encerrado em março até o trimestre terminado em junho, 276 mil pessoas se somaram a este número acrescidos de 113 mil pessoas que passaram ao trabalho autônomo.

Houve, ao mesmo tempo, queda no nível de emprego que está relacionada com a migração para o trabalho informal. Como resultado, embora tenha havido aumento na oferta de vagas de trabalho, estas vagas, por não serem registradas, não refletem nos índices.

Em comparação simples: com 91,2 milhões de pessoas ocupadas, sendo 40,6% delas no mercado de trabalho informal – como trabalho no setor privado sem registro na carteira, trabalhador doméstico sem registro, empregador sem CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica e trabalhador por conta própria sem CNPJ e 65,6 milhões de pessoas que desistiram de procurar emprego, é possível concluir que é maior o número de “desistentes” que o número de ocupantes de postos fixos de trabalho.

É urgente que este quadro seja observado. A OTB estuda propostas que deverão ser enviadas à Câmara dos Deputados,  à União e aos governos estaduais e municipais.

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