OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil        Sábado, 14 de Dezembro de 2019

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A crise da democracia no mundo

ARTIGO - A ascensão da extrema-direita não é fenômeno exclusivo brasileiro. Foto: Divulgação

Por Paulo Campos dia em OTB no Brasil

A crise da democracia no mundo
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Agência Trabalhador - São Paulo

A questão não é limitada à ascensão da extrema-direita no Brasil e sim sua emergência em várias partes do mundo, exibindo traços autoritários e xenofóbicos na Europa, nos Estados Unidos, na América Latina, entre tantos. A ausência de confiança nos partidos políticos e a descrença em relação ao futuro tem especial participação neste cenário, mais que causas econômicas, culturais ou políticas.

O movimento começa a parecer natural quando se observa a corrosão do modelo de partidos políticos que dominou todo o século 20. O descrédito angariado por partidos tradicionais tem levado eleitores a migrar para siglas novas e, principalmente entre os mais jovens, para a abstenção, que é utilizada como espécie de protesto de quem se sente sem opção.

Outra questão importante é a descrença em relação a um futuro melhor. Hoje a geração ativa não acredita que seus filhos tenham condições melhores que as atuais e esta falta de perspectiva tem prejudicado as mediações que o governo promove entre trabalhadores e empresas. A questão é que, enquanto a produtividade das pessoas aumentou, os salários não acompanharam, resultando nesta espécie de descontentamento latente que prejudica as relações de trabalho.

Pior se torna a situação quando estes movimentos extremados de direita, que tem pouco compromisso com direitos conquistados, terminam por fomentar agendas liberais que, se por um lado deveriam servir de contraponto às políticas sociais dos partidos de esquerda, equilibrando a administração pública, por outro lado promovem arrocho aos trabalhadores conforme interesses das elites.

Todo este movimento indica que as pessoas estão deixando de confiar nas instituições o que põe em risco democracias estabelecidas, já que se posicionar contra as instituições é claro sinal de que o compromisso democrático está ruindo.

Pensando no mundo, vemos que crises econômicas são normais e não mortais, porém quando a política fica paralisada, como aconteceu no governo Dilma que não conseguia governar, a situação fica perigosa.

Neste momento é que aparecem os populistas que dão voz àqueles que estão descontentes com um sistema político que deixou de funcionar.

É assim que democracias – de maneira furtiva e não mais com eventos marcantes – correm risco de morrer.

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