OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil        Terca-Feira, 19 de Novembro de 2019

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A França quer roubar a Amazônia?

Foto: Franceinfo

Por Paulo Campos dia em Nossos Direitos e Conquistas

A França quer roubar a Amazônia?
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Agência Trabalhador - São Paulo Capital

Paulo Campos é vice-presidente nacional da OTB – Ordem dos Trabalhadores do Brasil

Observando a repercussão do assunto, inclusive com postagens apaixonadas defendendo o “patrimônio brasileiro”, não pude deixar de pensar no contexto político e, mais que isso, nas consequencias de atitudes de políticos na vida das pessoas, nas nossas vidas.

Para compreender a situação é preciso distanciamento e fazer uma análise desapaixonada. Os presidentes brasileiro Jair Bolsonaro e francês Emmanuel Macron vem se desentendendo há algum tempo, e sem valorizar a falta de postura de um dos lados, podemos afirmar que, embora a briga pareça coisa de infantes, as economia brasileira tende a sofrer.

O prosaico mal humor de Macron certamente com as referências de Bolsonaro à idade de sua esposa, acaba por resultar em atitudes concretas que, mesmo sem a menor intenção de se realizar, provocam reações negativas para a economia brasileira.

Entre as atitudes que Macron tomou, uma foi realmente sugerir um mais que improvável estatuto internacional para a Amazônia.

Macron sabe que que é impossível subjugar a soberania brasileira. Ele tem certeza disso, mas ele também sabe que é estressante para Bolsonaro proposta como esta vir de país tão importante quanto a França. É a resposta de Macron ao “não humilha, kkkkk”. Uma espécie de “humilho sim, kkkk” diplomático.

Outra faceta deste imbróglio é a disseminação da crença que reservas indígenas são criadas por influência de nações estrangeiras justamente sobre reservas minerais estratégicas. A ideia - para mim sem sentido - é que estas nações desejam que o Brasil continue subserviente, quando natural seria que estas mesmas nações incentivassem a exploração que, como sempre, seria realizada por uma de suas multinacionais.

Por outro lado, governo com tendência ao exagero como do Brasil atual, proposta assim é prato cheio para todo tipo de especulação e novos ataques, que vão se espalhando em vários níveis ao ponto de representante brasileiro de terceiro escalão pensar que é seu momento de aparecer e simplesmente ofender dirigente estrangeiro.
Resumindo, a briga infantil de dois presidentes, termina em incêndio maior que o fogo que realmente importa que é aquele que destrói a floresta e mata a fauna.

Vítimas dessa guerra de egos são o povo brasileiro, a floresta amazônica, cujo valor maior que suas riquezas minerais é seu bioma, e nossa economia. Irresponsabilidades à parte, vamos patinando e deixando o grupo que faríamos parte, das economias promissoras, mais coerente já que BRICS, sem o “B” remete à riqueza que nosso país não alcança.

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