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A reordenação urbana é imprescindível ao desenvolvimento

Opinião - O crescimento desordenado das grandes cidades tem afastado a população dos seus locais de trabalho, aumentando o trânsito, dificultando as relações familiares e travando a economia

Por Anderson Luna dia em OTB no Brasil

A reordenação urbana é imprescindível ao desenvolvimento
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Agência Trabalhador, 21/09/2018, 9:00 h – São Paulo

Paulo Campos é vice-presidente da OTB

Esta semana, observando o trânsito na marginal Pinheiros e pensando na jornada que seria até minha casa, no bairro da Penha (para quem não é de São Paulo, a distância é de pouco mais de 10 quilômetros) que levaria, naquele horário mais de uma hora e meia, me ocorreu que existem soluções possíveis para este problema.

E parece que o candidato à presidência Ciro Gomes concorda comigo. Em seu programa eleitoral, Ciro sugeriu uma reforma urbana como solução para este problema que parece pessoal, mas que na verdade afeta a economia das grandes cidades e, em efeito cascata, a economia do país e até a geração de empregos.

O paulistano leva, em média, duas horas e quarenta e dois minutos para ir e voltar do trabalho, segundo a quarta edição da “Pesquisa do Dia sem Carro”, do Ibope divulgada na última quinta-feira (16).

As cidades brasileiras – e boa parte das cidades do mundo – cresceram de maneira desordenada. Não foram projetadas para tornarem-se megalópoles com milhões de pessoas e automóveis disputando espaço. É preciso então, conseguir maneiras de aproximar as pessoas de seus locais de trabalho e duas soluções são fáceis e dependem apenas de vontade política.

A primeira é a reforma do zoneamento das cidades, para, com inteligência, permitir e criar infraestrutura em regiões próximas aos grandes centros administrativos de maneira a estimular a migração natural das pessoas para estas regiões.  Leis de zoneamento antigas, quando as cidades abrigavam indústrias, procuravam afastar moradores destas regiões para evitar problemas de saúde, hoje, estas regiões antes industriais, comportam atividades administrativas e de serviços e não existe mais impedimentos para aproximar estas atividades de sua mão-de-obra.

Outra medida é fomentar a descentralização das atividades. Mantendo a cidade de São Paulo como exemplo, não existe motivo para toda a atividade de negócios girar em torno das regiões da Avenida Paulista e Berrini. Um centro administrativo na Zona Leste funcionaria bem pela facilidade de acesso às principais rodovias que seguem em direção ao Vale do Paraíba e Rio de Janeiro, pela infraestrutura de transportes e pela farta disponibilidade de força de trabalho e se fosse implantado no extremo leste, levaria ao desenvolvimento da região.

 

 

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