OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil        Sexta-Feira, 22 de Novembro de 2019

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Assembléia decide manter greve de servidores da Prefeitura de SP

Reunidos defronte a sede da Prefeitura de São Paulo, servidores dos níveis básico e médio decidiram pela manutenção da greve que já atinge 65% dos servidores. Foto: SINDSEP

Por Paulo Campos dia em Nossos Direitos e Conquistas

Assembléia decide manter greve de servidores da Prefeitura de SP
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Agência Trabalhador - São Paulo Capital

Em greve desde terça feira (5), os servidores da prefeitura de São Paulo que ocupam cargos de nível básico e nível médio se reuniram em assembléia hoje (7) em frente a sede do governo municipal e decidiram pela manutenção da greve e pela proibição do envio do projeto de lei que altera a relação de trabalho como está para aprovação na Câmara sem que tenha havido o término das negociações.

O governo Bruno Covas afirma que irá enviar amanhã o PL - Projeto de Lei que reestrutura as carreiras mesmo sem a concordância dos trabalhadores. Como está o projeto, além de não reajustar os salários para todos os servidores, retira diversos direitos adquiridos ao longo dos anos como quinquênios e incorporações.

Os servidores, que já estão 65% parados, decidiram pela manutenção da greve por tempo indeterminado. 

É importante esclarecer para a população que servidores administrativos em greve resultam em grave paralisação dos serviços. Via de regra, as atividades das secretarias e subprefeituras continuarão, porém em poucos dias, toda a prefeitura deve parar, já que o trabalho desses funcionários é imprescindível. Médicos não podem atender sem material e sem ter quem organize os pacientes, bem como não há como asfaltar uma rua, ou professores darem aula sem que tenha quem receba os alunos.

A prefeitura considera esses trabalhadores como uma espécie de subcategoria, incapaz de se organizar. Estão percebendo o engano e diversas atividades estão sofrendo falta de continuidade.

A greve é legítima para estes servidores que estão há anos sendo negligenciados. Sofrendo com seguidos reajustes de 0.01% (Zero porcento) em seus salários que corroeram seus salários e os estão impedindo de ter uma vida digna. 

A greve é ainda mais legítima quando o prefeito, em vez de regularizar a situação, acena com piora no cenário, retirando direitos adquiridos e tentando apaziguar ânimos com abonos temporários.

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