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Brasil precisa de você

EDITORIAL - São tempos complicados os que vivemos hoje. É preciso compreensão e discernimento.

Por Anderson Luna dia em OTB no Brasil

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Agência Trabalhador, 04/05/2019, 21:00 h - São Paulo

Pensando no porquê da declaração de sigilo sobre as informações que nortearam a proposta da reforma da previdência do governo, devemos pensar na afirmação que o trabalho não é mercadoria.

Esta afirmação não é recente, apareceu na Declaração da Filadélfia em 1944 logo após o término da II grande guerra e foi reforçado este conceito na Declaração dos Direitos Humanos, na Convenção Americana dos Direitos Humanos e também no Pacto Social dos Direitos Civis e Políticos.

No Brasil, este conceito vem sendo desconstruído enquanto nos países do chamado primeiro mundo, ele tem sido reforçado, com diminuição das jornadas com manutenção dos salários, por exemplo, em sinal de valorização da vida se valendo da percepção que o trabalho não é apenas um contrato.

É importante saber que a produção de riqueza é resultado do trabalho de um povo. Capital não gera riqueza. Capital nada produz.

Saia da bolha

As redes sociais tem sido usadas como instrumento para levar a população a acreditar que somente um salvador da pátria ou um movimento de força - uma intervenção militar - será capaz de tirar o país da crise.

O que a povo não percebe é que as crises vão e vem e, de tão comuns são até previsíveis.

Não devemos acreditar em fake news que, veiculadas intensivamente, procuram implantar a percepção que em 1964 não houve golpe militar e que, o que aconteceu foi bom para a classe trabalhadora.

A intenção destas mensagens é provocar descrença na atividade política e nas instituições de maneira que se possa implantar um regime de característica fascista. Para quem não acredita, basta observar que certas situações comuns em regimes de exceção já estão acontecendo, como o movimento escola sem partido, o patrulhamento ideológico nas escolas e instituições e uma espécie de fundamentalismo religioso onde inexiste separação entre religião e estado.

Não há que se falar em problemas quando se pensa em Deus e Pátria e Família. São valores inquestionáveis e ninguém pode ser contra, porém, é direito humano professar a religião que lhe aprouver, sem interferências.

A classe trabalhadora precisa ter consciência de que tem direitos sim! E que nunca foi, nem será culpada de nenhuma crise econômica. É preciso informá-la de que é ela quem produz a riqueza.

É preciso lembrar que, em 2015, o Brasil tinha desemprego inferior ao nível atual da Alemanha, e tanto a CLT quanto a previdência estavam bem. O que mudou em tão pouco tempo, num país que não mexeu nas suas reservas monetárias e que hoje tem uma das maiores reservas monetárias do mundo?

Esta reserva deveria ser utilizada em favor do povo, com realização de obras de infraestrutura, por exemplo.

O receio é que, acreditando nesta propaganda, que interessa à organizações e grandes corporações internacionais, a população seja levada a acreditar que é necessário suportar o mal, querendo para si menos direitos para que o país se recupere. O resultado será o fim da classe média e, com ela, o fim do empresariado nacional.

A legislação brasileira e as convenções internacionais garantem direitos mínimos para todos e estes direitos não podem ser rebaixados.

Só para pensar fica o questionamento. Por que foi declarado sigilo das informações que basearam a reforma da previdência? Por que o povo não pode saber? É para pensar.

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