OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil        Quinta-Feira, 14 de Novembro de 2019

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Bruno Covas tenta esvaziar a greve

Com anúncio de uma vaga “remuneração variável”, o prefeito de São Paulo tentou acenar com uma solução para a greve. Porém, ao não atender nenhuma das reivindicações, provocou adesão de servidores que ainda estavam na ativa.

Por Anderson Luna dia em Nossos Direitos e Conquistas

Bruno Covas tenta esvaziar a greve
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Agência Trabalhador,22/02/2019, 19:00 h - São Paulo

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, recebeu, após três semanas de paralisação, comissão dos servidores que estão em greve contra a reforma da previdência municipal que foi aprovada em dezembro passado.

Os representantes dos servidores apresentaram suas reivindicações, as principais são: a revogação da lei que sancionou a reforma previdenciária dos servidores e um reajuste salarial de 10% para o conjunto do funcionalismo. A resposta do prefeito foi o anúncio da implantação de uma espécie de bônus por ele chamado de  “remuneração variável” que não agradou aos servidores. Certamente, serão favorecidas carreiras com forte atuação como as da educação e saúde, sendo deixados de lado, como sempre, os demais servidores. Covas também aceitou conceder “faltas justificadas” para os grevistas, evitando falar em reposição, na prática insistindo em descontar dos salários os dias não trabalhados, ignorando o direito à greve, e prometeu reestruturar as carreiras.

É importante repetir que parte dos servidores estão há mais de uma década recebendo reajustes simbólicos de 0.01%. O próprio ex-prefeito João Dória afirmou que era absurda esta situação (mas, ao seu tempo, também concedeu 0.01%).

A OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil, apoia a greve por considerar justa a pauta de reivindicações. Sobre o assunto, o presidente da entidade, Anderson Luna disse: ”faço minhas as palavras do ex-prefeito e atual governador do estado, João Dória quando ele disse que esta situação é absurda. Como pode o governo deixar a inflação corroer de maneira cruel o salário dos servidores e, em vez de reajuste, inventar uma reforma que, no final, diminui os salários que estão tão defasados?”.

A OTB participa da greve como apoiadora, aguardando que o governo reveja sua posição e atenda os servidores, com a revogaçao imediata da Lei da reforma da previdência - com abertura de discussão digna, sem “manobras” para aprovação - e, mais que este reajuste emergencial de 10%, com a implantação de uma política justa de pagamento. Não serve “remuneração variável” mal explicada e que, de qualquer maneira, vai beneficiar apenas a alguns servidores. É preciso urgente revisão da lei salarial.

 

 

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