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Capital de SP à beira da greve geral

Circula entre o movimento sindical a intenção de declarar greve geral na Prefeitura de São Paulo pela disposição do governo em votar a reforma da previdência municipal antes do prazo que foi acordado com os servidores em março.

Por Anderson Luna dia em Nossos Direitos e Conquistas

Capital de SP à beira da greve geral
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Agência Trabalhador, 17/11/2018, 11:00 h - São Paulo

Indiferentes ao acordo que foi feito pelo ex-prefeito João Dória com os trabalhadores municipais e a Câmara Municipal, de que somente haveria discussão da reforma da previdência - a chamada SAMPAPREV - após passado o prazo de 120 dias e que seria instaurada comissão para discussão do tema por 90 dias, o atual governo Covas influenciou sua bancada para que fosse instaurada já a comissão que vai debater o tema com redução do debate para somente 30 dias.

A tentativa de imposição do SAMPAPREV em março deste ano resultou na maior manifestação de servidores já vista na cidade, com reunião de 100 mil trabalhadores municipais defronte a Câmara Municipal. O movimento acabou por impedir a votação e o recuo do governo. Por terem se manifestado, em sua maioria, os professores, o governo agora articula para que a votação ocorra durante o recesso escolar, quando as consequências de uma eventual greve dos professores será minimizada.

A votação do fundo de previdência complementar deve destruir o funcionalismo municipal. Haverá aumento do desconto em folha de 11 para 14%, podendo chegar a 19%, quem quiser receber - atualmente um direito - acima do teto do INSS deverá contribuir com um fundo previdenciário complementar, o SAMPAPREV, num confisco salarial que, aliado ao imposto de renda pode chegar a inacreditáveis 46.5%.

A lei impõe aos servidores rateio do déficit até 2092, sem que seja esclarecido como o IPREM chegou a essa dívida, sem que a prefeitura execute devedores da previdência como o Itaú, o Bradesco, o Santander, a Caixa Econômica Federal, bancos que, no último período, mesmo com o país em crise, batem recordes de lucro.

A OTB apoia os trabalhadores municipais e vê com preocupação ainda maior que a votação da lei, a maneira como está sendo conduzido o processo, com “armações”, articulações e acordos “por baixo do pano” para dificultar a manifestação desta parcela importantíssima da sociedade que é o professorado que, somada a apresentaçao de novo reajuste zero para servidores - que amargam mais de uma década sem reajuste - podem desencadear um efeito cascata.

Contudo, o governo Covas está conseguindo um feito inédito entre os servidores municipais que é a união de todas as categorias em torno de um objetivo. União que poderá resultar em uma inédita, porém necessária, greve geral.

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