OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil        Sexta-Feira, 22 de Novembro de 2019

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Com mais de 12 bilhões em caixa, Bruno Covas afirma não ter dinheiro para reajustar salários dos servidores

Prefeito pretende investir em obras o dinheiro que tirou de diversas áreas, inclusive sobras do aumento da alíquota retirada dos salários dos servidores de maneira a ter maior visibilidade. Foto: Luis Simione Wikipedia

Por Franklin Ataide dia em Nossos Direitos e Conquistas

Com mais de 12 bilhões em caixa, Bruno Covas afirma não ter dinheiro para reajustar salários dos servidores
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Agência Trabalhador – São Paulo Capital

ARTIGO republicado – Ao mesmo tempo em que diz ter em caixa 12,32 bilhões de reais, o prefeito Bruno Covas afirma não ter caixa para reajustar salários dos servidores que permanecem há anos recebendo 0,01% de correção em seus salários, garantindo, na verdade que haja diminuição do que é recebido pelos servidores devido aos efeitos da inflação.

Com tanto dinheiro em caixa, o prefeito está assumindo uma série de inaugurações, inclusive de obras iniciadas no governo Haddad. Espera com isso, aliado a uma agenda de aparições públicas, reverter a imagem de pouco produtivo adquirida nos últimos meses.

Nos próximos dois meses, devem ser inauguradas cinco UPAs – Unidades de Pronto Atendimento, dois CÉUS – Clubo Escola Vila Alpina e Parque do Carmo, quatro piscinões e a canalização de três córregos, depois deve inaugurar a reforma do Vale do Anhangabaú e a construção do Parque Augusta.

Somente a reforma da previdência municipal, retirou dos bolsos dos servidores 406 milhões* que irão para setores com maior visibilidade.

É tanto dinheiro que Covas corre o risco de não conseguir gastar o que tem à disposição. Para se ter uma idéia, a administração Covas – que não tem dinheiro para pagar servidores -  deve sextuplicar os gastos com zeladoria em relação aos anos anteriores.

Devem ser gastos 1,4 bilhão no recapeamento de vias, 873 milhões em limpeza urbana e 627 milhões na reforma de passeios públicos.

Este dinheiro todo veio do arrocho nos salários com aumento do desconto da alíquota de previdência, congelamento de verba para assistência social, diminuição das viagens dos vale-transporte, mudanças no SAMU e estatizações, entre outros.

*previsão para 2019

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