OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil        Quarta-Feira, 30 de Setembro de 2020

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Cortar salário de servidores públicos é meta de Kim Kataguiri e Carla Zambelli

“Com isso podemos gerar uma economia bilionária” afirmou o deputado Kataguiri. Foto: fotomontagem internet

Por Franklin Ataide dia em OTB no Brasil

Cortar salário de servidores públicos é meta de Kim Kataguiri e Carla Zambelli
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Agência Trabalhador – Brasília

Ávidos por receitas, parlamentares estão de olho nos salários dos servidores públicos. Desta vez são os deputados paulistas Kim Kataguiri (DEM-SP) e Carla Zambelli (PSL-SP) estão, cada um por si, reunindo assinaturas em apoio à propostas de cortar radicalmente o teto dos salários (Kataguiri) e reduzir em 25% os salários dos servidores (Zambelli).

A justificativa dos dois projetos é gerar receita para manter o auxílio emergencial, em resumo, é preciso que “alguém” pague a conta e os eleitos são justamente aqueles que estão na linha de frente contra o coronavírus: os funcionários públicos.

Kim Kataguiri começou esta semana a reunir assinaturas para sua PEC – Proposta de Emenda à Constituição. Seu projeto limita os salários a cerca de 6100 reais, teto do RGPP, Regime Geral de Previdência Pública. Ele se entusiasma com a “economia bilionária”.

Não bastasse o congelamento dos salários de todos os servidores do país (federais, estaduais e municipais), a aliada de Jair Bolsonaro, deputada por São Paulo, Carla Zambelli também coleta assinaturas para sua PEC que reduz em 25% os salários dos servidores que ganhem acima de um teto estipulado.

Segundo a deputada, o corte duraria três meses, mas pode ser mantido enquanto durar a pandemia de coronavírus – o país completou mais de 100 dias sem ministro da saúde.

Um terceiro ataque ao funcionalismo está sendo promovido pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Reforma Administrativa que reuniu textos que já estão tramitando tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados e espera que sejam aprovados antes da reforma administrativa. Os textos unificados, mudam regras de concursos públicos, gratificações de servidores, teto de salários, entre outros pontos.

Para protocolar uma PEC, o deputado precisa de 171 assinaturas de colegas da Câmara. Já para ser aprovada a mesma PEC terá de ser aprovada por três quintos dos deputados e três quintos dos senadores em dois turnos de votação.

Segundo os deputados a ideia é forçar o governo por meio da pressão popular. Traduzindo, colocando a opinião pública contra servidores públicos que serão “demonizados”.

Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara aprova as mudanças, reconhecendo que existem muitos projetos que reduzem pagamentos e vantagens em tramitação, ele reconheceu que não sabe “o que é possível aprovar”. É importante lembrar que semana passada, o governo Bolsonaro com apoio de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, mantiveram o veto do presidente à reajustes salariais para servidores públicos até o final de 2021.

O veto, que havia sido derrubado pelos senadores, foi restabelecido em “acordo” onde se prorrogou o auxílio-emergencial e a liberação de recursos ainda em 2020.

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