OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil        Terca-Feira, 19 de Novembro de 2019

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Covas, supersalários e subservidores na prefeitura SP

Com aprovação do substitutivo pela Câmara Municipal, servidores do baixo escalão ficarão sem reajuste enquanto altos servidores terão direito a polpudos vencimentos.

Por Anderson Luna dia em Nossos Direitos e Conquistas

Covas, supersalários e subservidores na prefeitura SP
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Agência Trabalhador – São Paulo Capital

O projeto que foi aprovado pela Câmara dos Vereadores de São Paulo último dia 26, alterou gratificações e indenizações para algumas categorias, instituiu reajuste apenas para cumprir a legislação de irrisórios 0,01% (zero, vírgula zero um por cento) para os últimos 4 anos e deu margem ao pagamento de supersalários, muito superiores ao teto municipal que hoje equivale ao salário do prefeito  que é de 24 mil reais.

A pressão para aprovação foi grande. Por não ter votado a favor, o vereador Rinaldi Digilio (PRB) foi punido com a exoneração do subprefeito de Sapopemba que havia sido sua indicação e mais seis servidores. Digilio não apareceu na votação que venceu com apenas dois votos a mais que o mínimo.

A justificativa para os valores ultrapassarem o teto é que se tratam de “verbas indenizatórias” que, segundo a lei, não entram na conta. Servidores públicos de carreira afirmam que a medida é elitista já que procuradores tendem a convocar servidores com alta qualificação para auxiliar nas ações (o valor limite é de metade da remuneração de um secretário, cerca de 9,5 mil reais por convocação).

A OTB está preocupada com a visão sectária que seguidas adminIstações tem em relação aos servidores municipais de São Paulo. Reajustes diferenciados são constantes.

"Não é justo reajustar salários de apenas uma parcela dos servidores." afirmou Carlos Baltazar, presidente da Subseção OTB SP.

A atual gestão está aprimorando este distanciamento, seja com a indicação de altos servidores para conselhos que, mediante uma reunião ao mês (em média) inflam salários, seja por projetos de lei como este que criou a possiblidade dos “supersalários”.

Enquanto isso, para os servidores de baixo e médio escalão, resta a perda de direitos, como a incorporação das graticações que foi extinta neste mesmo substitutivo juntamente com a ausência de reajustes – nem mesmo para compensar perdas inflacionárias – que foram ignoradas, já que o mesmo dispositivo decretou reajuste zero, já citado.

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