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Distribuição de Renda no Ceará preocupa OTB

Dos municípios do estado, cinco cidades produzem mais da metade do PIB. A desigualdade na distribuição de renda é facilmente percebida. Foto: cidade de General Sampaio, CE.

Por Paulo Campos dia em OTB no Brasil

Distribuição de Renda no Ceará preocupa OTB
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Agência Trabalhador, 16/12/2018, 11:00 – Fortaleza – com informações de Fran Queiroz

Conversa com lideranças da OTB – Ordem dos Trabalhadores do Brasil no nordeste, abordou o tema da distribuição de renda, que tem raízes histórias e ainda hoje provoca grande desigualdade dentro dos estados. No nordeste, em especial, a situação do Ceará que demonstraremos, se repete na totalidade dos Estados.

Segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no estado do Ceará, a capital Fortaleza detém 44% do PIB – Produto Interno Bruto, que é a soma de todos os bens e serviços das 184 cidades do estado, num total de 60,1 bilhões de reais. Outras quatro cidades, Maracanaú, Caucaia, Juazeiro do Norte e Sobral, juntas detêm mais 15,2% do PIB, totalizando perto de 60% da  riqueza produzida. Os demais 179 municípios dividem os 40% restante.

Na outra ponta, cidades como Granjeito, Baixio, Senador Sá, Pacujá, General Sampaio, Altaneira, Umari e Pires Ferreira, ocupam as últimas posições do ranking (de geração de riqueza no estado do Ceará) e estão em situação crítica .A desigualdade na distribuição de renda no Ceará atinge cerca de 2 milhões de pessoas.

Bruno Holanda, presidente da OTB no estado do Ceará, afirmou que "é preciso que os estados tomem consciência de sua responsabilidade na geração de condições para desenvolvimento nessas regiões. Não somente no Ceará, mas em todo o Brasil, existe concentração de investimentos nas regiões mais densamente populosas, o que, mais que gerar desenvolvimento, promove o aumento na distância entre os municípios mais ricos e os mais pobres. Indústrias procuram lugares com condições para desenvolver suas atividades. O comércio e os serviços acabam indo para os mesmos lugares, já que lá estão os consumidores. Forma-se assim um ciclo que, na prática diminui muito investimentos nas pequenas cidades. É preciso diversificar os investimentos para que o Brasil se torne um país desenvolvido".

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