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Doria quer escola sem partido

Entre outras propostas, o progama estabelece que haverá um cartaz nas salas de aula com os “deveres” do professor com: professor "não deve cooptar alunos a nenhuma corrente política" ou professor "não deve explanar sobre orientação sexual e identidade de gênero".

Por Franklin Ataide dia em OTB no Brasil

Doria quer escola sem partido
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Agência Trabalhador, 07/11/2018, 15:00 h – São Paulo
 
Ao anunciar ontem (6) Rossieli soares, atual ministro da educação como futuro secretário estadual da educação de São Paulo, o governador eleito João Dória (PSDB) defendeu o projeto Escola sem Partido que é uma das bandeiras de Jair Bolsonaro (PSL).

O projeto que, além de proibir a discussão política – sem estabelecer em que medida – exclui também qualquer conteúdo que contenha questões de gênero ou que tratem de orientação sexual.

Um cartaz informando os deveres do governador, como "não cooptar os alunos para nenhuma corrente política, ideológica ou partidária” deverá ser instalado nas salas de aula, ação que pode amplificar a crise na educação ao validar ações como a proposta pela deputada eleita por Santa Catarina Ana Caroline Campagnolo (PSL) que incentivou alunos a filmar e denunciar professores, numa espécie perseguição à maneira de George Orwell no livro 1984.
 
O presidente em exercício da OTB, Paulo Campos viu com reserva esta atitude: “A sala de aula é local que vem perdendo seu sentido. Os professores tem perdido a autoridade diante de crianças e jovens cada vez mais violentos. É notório o aumento da violência contra os educadores e cartazes ampliando a sensação de  ‘poder’ destes jovens tem potencial para maximizar este problema.
 
E completou, ao questionar: “em que medida uma aula sobre a revolução bolchevique, na Rússia de 1917 pode ser considerado apologia partidária a favor do comunismo ou em que medida discutir o nazismo na 2ª Grande Guerra pode ser considerado apologia à movimentos de extrema direita? Na minha opinião, o ensino do que ocorreu não pode ser considerado partidário, mesmo em se tratando de história contemporânea, como a eleição de Bolsonaro que aconteceu estes dias e faz parte já da história brasileira”.
 
Tanto uma eventual potencialização da violência em salas de aula, como a implantação de uma espécie de “censura” sem regras e monitorada por celulares, são temerárias. O governo deve ouvir especialistas em educação antes de implantar visões muitas vezes vindas do senso comum.

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