OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil        Terca-Feira, 12 de Novembro de 2019

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E agora Brasil?

Artigo - Paulo Campos é vice-presidente da OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil

Por Paulo Campos dia em OTB no Brasil

E agora Brasil?
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Agência Trabalhador -  São Paulo

Artigo

Tenho que começar este texto afirmando que ele não é anti-PT, muito menos anti-Bolsonaro.

Dito isso e, claro, pensando nas denúncias do site Interceptor e agora do jornal Folha de São Paulo, não consigo deixar de pensar  na bela enrascada que nosso país se meteu.

Confiando nas instituições – como não poderíamos deixar de fazer – todos nós brasileiros acreditamos na justiça como o bastião em que poderíamos nos apoiar em caso de necessidade. Cidadão vítima de qualquer arbitrariedade, sempre acreditou que, em juízo, seria feita justa análise do caso e que o justo e correto prevaleceria.

No entanto, o que vemos é a atuação de um juiz para criar um réu e condená-lo. Quem se dispõe a estudar, investir na carreira do judiciário e tornar-se juiz federal para, seja lá por qual motivo, arriscar tudo? A recompensa tem de ser muito grande para valer a pena.

Mas, sejam lá quais forem as motivações do juiz, como fica o Brasil? Como ficam as instituições? Como ficamos nós?

Lembrando a primeira frase deste artigo. Este não é um texto maniqueísta, como fica a eleição de 2018?

Se houve manipulação do judiciário para tirar um concorrente da disputa, a eleição é legítima?

Por mais que petistas afirmassem que houve perseguição, e que só eram investigados integrantes do partido dos trabalhadores, que nunca investigavam psdbistas, eu acreditei na justiça. Lá no fundo, a confiança que eu tinha arraigada na instituição do judiciário me punha a crer na veracidade do julgamento, na lisura dos procedimentos. Jamais imaginei que fosse tudo manipulado, dirigido e pensado para tirar o poder de um partido.

Minha confiança está abalada. Assim como imagino estar abalada a confiança de milhares de conterrâneos meus.

E agora Brasil?

O país está agora com a “mãe das batatas quentes”, para usar expressão popular, nas mãos. O que é correto fazer?

Insisto no ponto inicial. A OTB – Ordem dos Trabalhadores do Brasil é entidade apolítica e, como vice-presidente, não posso ter opinião divergente: sem apologias, que o país deve fazer para sair dessa situação?

Abrir uma CPI? Convocar novas eleições? Soltar o condenado?

Soltar o Lula? Como soltar o Lula? Que vai ser do país? Esqueçamos posicionamentos políticos, vamos pensar pragmaticamente. Com a soltura do Lula, que vai acontecer no país? Como Bolsonaro vai continuar seu – já turbulento – governo? Qual será a reação dos militares e da metade da população que votou no Haddad? E a economia? Para que lado iria? Para o lado do desenvolvimento, do crescimento e da geração de empregos é que certamente não iria.

E não soltar o Lula? É justo manter presa pessoa que não teve julgamento justo? Seja lá quem for? Caro leitor, esqueça um minuto seus conceitos, se distancie e reflita se foi justo – não estou falando de culpa, se Luiz Inácio é ou não culpado de corrupção – o julgamento. Eu, particularmente, pela minha ética, pelo meu caráter, não consigo aceitar a máxima “o fim justifica os meios”. Não justifica.

É muita coisa, muitas consequências. Ainda temos que pensar o que, no meio desta tormenta, Moro e Dallagnol foram fazer nos Estados Unidos, ao mesmo tempo. É muita coisa.

E agora Brasil?

Paulo Campos é vice-presidente da Ordem dos Trabalhadores do Brasil

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