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Entenda a alta nos preços dos combustíveis

Enquanto a população sente no bolso o aumento dos combustíveis, para os profissionais de transportes a alta acaba por inviabilizar seu sustento.

Por Anderson Luna dia em OTB no Brasil

Entenda a alta nos preços dos combustíveis
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Agência Trabalhador, 29/05/2018, 11:00 h – São Paulo

Nos últimos 30 dias o preço dos combustíveis foi reajustado 16 vezes pela Petrobrás. O preço, nas refinarias, teve aumento 20%, saindo de 1,74 para 2,09 reais o litro da gasolina e 18% de 2,00 pra 2,37 o litro do diesel.

Para o consumidor, o preço do litro de gasolina pulou de 3,40 para 5 reais (47% aumento) o litro da gasolina e de 2,89 para 4 reais (38,4%) o litro do diesel.

O movimento dos caminhoneiros foi deflagrado principalmente por esta escalada de preços, principalmente do óleo diesel. E esta escalada se deu pela política de preços adotada pela Petrobrás desde 2016, que ajusta o preços dos combustíveis no mercado interno em conformidade com a flutuação dos preços no mercado internacional. Nos últimos 3 meses houve aumento de 23% na cotação do petróleo decorrente, principalmente, pela tensão no Oriente Médio, além disso, no segundo semestre de 2017, a OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo indicou aumento nos preços internacionais. O cenário de incerteza política no Brasil colaborou para a valorização do Dólar frente o Real, contribuindo para a alta dos preços de produtos importados. Estes fatores justificaram os reajustes seguidos nos preços dos combustíveis.

Desde 2016, com a nova política de preços, a Petrobrás já reajustou os valores 216 vezes.

O transporte de cargas no Brasil é primariamente rodoviário. Em poucos dias de paralização, a população experimentou a falta de alimentos e combustíveis na maioria das cidades. Transporte público e prestação de serviços estão entre as atividades mais prejudicadas.

Porém, esta é a parte aparente do problema. Esta política de preços ligados aos preços internacionais, torna o país vulnerável ao reduzir sua capacidade de intervir nos preços, tornando o país refém quando há alta no petróleo, como neste momento. Outro problema é que o Brasil passa a comprar no mercado internacional bem que poderia produzir internamente assim, mesmo produzindo 400 mil barris/dia a mais do que o necessário para atender ao consumo nacional, importamos cerca de 600 mil barris/dia de derivados de petróleo.

Entre outras conseqüência, esta política fragiliza a economia, reduz a produção interna de derivados de petróleo, aumentou o número de empresas importadoras de derivados e fomenta a especulação

Entre janeiro de 2003 e julho de 2016 o governo fazia o controle dos preços levando em consideração, além da cotação internacional, a produção de petróleo e refinados e a demanda, entre outros.

Convém lembrar que estes reajustes tiveram grande impacto na alimentação do brasileiro, já que alimentos tiveram aumento de custo na produção e distribuição e o aumento do preço do gás de cozinha levou um número considerável de pessoas a voltar a cozinhar usando lenha.

A redução dos preços dos combustíveis por diminuição de impostos implica na diminuição da arrecadação – renúncia fiscal – solução que compromete a ação do Estado em momento de baixa arrecadação e alto déficit público. Um custo que será pago pela população e que será solução temporária caso não haja alteração na política de preços praticada atualmente.

Como solução, no momento, são possíveis três medidas: a redução do preço pelo corte da incidência de impostos como foi apresentado pelo governo, o recuo na política de preço atrelado ao mercado internacional que vem causando este aumento seriado e o aumento no volume da produção de derivados nas refinarias – que atualmente funcionam em 68% de sua capacidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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