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Entidades empresariais e dos trabalhadores apoiam manutenção da taxa Selic em 6,5%

Em momento raro, entidades empresariais e dos trabalhadores concordam com decisão do governo.

Por Anderson Luna dia em OTB no Brasil

Entidades empresariais e dos trabalhadores apoiam manutenção da taxa Selic em 6,5%
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Agência Trabalhador, 08/05/2019 - 21:00 h - São Paulo - com informações EBC
 
Entidades empresariais de São Paulo e do Rio de Janeiro manifestaram apoio à decisão do COPOM - Comitê de Política Monetária do Banco Central em manter a taxa básica de juros (Selic) em 6,5%.  Pela nona vez consecutiva, os juros básicos da economia não foram alterados. A decisão de hoje (8) foi tomada por unanimidade e era esperada por analistas financeiros.

Para a FECOMERCIO SP - Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, “prevaleceu a postura equilibrada entre a atividade econômica ainda fraca e o ambiente político conturbado”. A entidade avaliou que “não havia espaço para queda da Selic diante da tendência de alta da inflação, de articulações políticas estagnadas em Brasília e do cenário internacional vulnerável”.

Em nota, a FIRJAM - Federação das Indústrias do Rio de Janeiro avaliou a decisão como acertada “diante de um cenário de inflação corrente e expectativas alinhadas dentro da meta determinada e da incerteza quanto a aprovação da reforma da Previdência”. A entidade defende, no entanto, que uma redução da taxa será necessária nas próximas reuniões caso se mantenha a conjuntura de fraco desempenho econômico e inflação “bem-comportada”, como observado no primeiro trimestre.

Para a Firjan, o desequilíbrio fiscal é a única variável que impede o crescimento sustentado. “Nesse sentido, a aprovação da reforma da Previdência é fundamental. Sem isso vamos seguir a conjuntura de baixo crescimento, correndo o risco de voltarmos a ter inflação e juros altos”.

Redução
O presidente em exercício da CNI - Confederação Nacional da Indústria, Paulo Afonso Ferreira, por sua vez, avaliou que a alta do dólar, as incertezas em torno da reforma da Previdência e a inflação ultrapassando o centro da meta de 4,25% fixada para este ano foram decisivas para a manutenção dos juros.

Para Ferreira, os sinais de desaquecimento da atividade econômica e o desemprego elevado indicam a necessidade de redução da taxa Selic. “A queda dos juros é indispensável para estimular o crescimento da economia brasileira e a criação de empregos”, disse Ferreira em nota.

Paulo Campos, vice-presidente da OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil, afirmou que "embora fosse desejável a queda da taxa de juros, é real o cenário de instabilidade econômica indicado, principalmente, pela taxa de desemprego. Um cenário de inflação não é desejável, desta maneira a OTB se alinha com as entidades empresariais na aprovação da manutenção da taxa Selic".

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