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Entrevista não é palanque

Artigo de Paulo Campos, vice-presidente da OTB – Ao contrário do que pensam alguns candidatos, entrevistas antes das eleições não são palanque de propaganda. As entrevistas tem a missão de informar, de mostrar ao expectador como é aquela pessoa, suas ideias, suas propostas.

Por Paulo Campos dia em Nossos Direitos e Conquistas

Entrevista não é palanque
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Agência Trabalhador, 06/08/2018, 10:00 h – São Paulo

Após ver vários trechos da entrevista com o candidato à presidência da república, Jair Bolsonaro e a repercussão nas mídias sociais por pessoas “a favor” e “contra”, procurei reservar um tempo para assistir todo o programa “Roda Viva” da semana passada.

Observei que muitas pessoas declararam que houve perseguição por parte dos jornalistas que fizeram uma espécie de “armadilha” para o candidato, porém, para estas pessoas é preciso alguns esclarecimentos.

Perguntas são perguntas, não tem caráter ideológico.

Um professor meu, bastante conceituado, afirmou que “perguntas nunca são indecentes, indecentes podem ser as respostas” e esta frase exprime, com clareza, que é impossível a existência de conteúdo ideológico por parte de um entrevistador.

É fácil explicar. Por mais tendenciosa – ou ideológica, se preferir – o questionamento ou mesmo o conjunto de questionamentos, estas perguntas nada mais são que uma oportunidade para o entrevistado expressar sua posição em relação ao tema que está sendo discutido.

O viés ideológico, seja qual for, será definido pelas respostas. Sempre pelas respostas.

Não há, portanto, como acusar jornalistas de terem feito “armadilha”, muito menos de viés ideológico para o candidato do PSL – Partido Social Liberal. Bastaria a ele, como a qualquer candidato, fornecer respostas que o livrassem de qualquer desconforto.

A questão, no caso, é que o candidato é pessoa de personalidade forte, munida de convicções que divergem de grande parcela da sociedade e este posicionamento, em questões importantes, levou – por conta das respostas do candidato e não pelas perguntas – a fortes reações contra e à favor de sua candidatura.

A busca pela democracia deve ser de todos e, certamente é buscada pela classe jornalística, cujos membros tem, em sua grande maioria, consciência da importância que seu trabalho representa para a construção de um país grande e transparente.

 

Paulo Campos, vice-presidente da OTB, é jornalista por formação

e atuou em diversos veículos de comunicação

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