OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil        Quarta-Feira, 22 de Janeiro de 2020

OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil - Trabalhando pelos direitos dos Trabalhadores

Funcionalismo: o fim da elite dos servidores

Termino dos privilégios da elite do funcionalismo e reajuste pela inflação para a base melhorariam o serviço público. Foto: Reprodução

Por Paulo Campos dia em Nossos Direitos e Conquistas

Funcionalismo: o fim da elite dos servidores
  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

Agência Trabalhador – São Paulo Capital

No editorial do jornal O Estado de São Paulo de 25 de dezembro, duas afirmações sobre a necessária reforma do serviço público chamaram atenção.

O texto, que reflete a opinião do veículo, explicou que “entre as reformas estruturantes necessárias para que o País entre na rota do desenvolvimento sustentável, a mais decisiva, não apenas do ponto de vista fiscal ou da eficiência da máquina estatal, mas da moralidade pública, é a reforma administrativa. Cada vez que vêm à tona novos dados seja sobre as assimetrias entre a esfera pública e a privada ou entre a elite e a base da própria administração pública, seja sobre o desempenho do serviço público ou sobre o seu descontrole orçamentário isso fica mais claro”.

Para os servidores da base, parece que finalmente perceberam que não são todos os servidores que são privilegiados. As “assimetrias entre a elite e a base da ... administração pública”, que o texto refere, são justamente os infindáveis benefícios, verbas e reajustes concedidos apenas aos servidores considerados de alto escalão, enquanto os servidores comuns, aqueles que atendem à população permanecem abandonados.

Política comum na Prefeitura de São Paulo que, enquanto não reajusta salário dos servidores comuns (ou reajusta simbolicamente em 0,01%) por anos seguidos, nunca deixa de manter atualizados salários dos servidores da Câmara Municipal e do Tribunal de Contas. Estes tem benefícios, reajustes e salários (muito) diferenciados.

A Prefeitura de São Paulo necessita urgente da “moralidade pública” que o editorial define como essencial para o desenvolvimento sustentável.

Outro dado interessante – que embora saibamos se refere à administração federal, se aplica à esfera municipal, especialmente numa cidade como São Paulo que tem orçamento maior que alguns estados, foi levantado pela “Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado antecipado pelo Estado (que) mostra que nos últimos seis anos a União teria economizado R$ 32 bilhões com folha de pagamento se os reajustes aos funcionários públicos tivessem acompanhado os da iniciativa privada”. Valor proporcional teria sido conquistado por qualquer entidade governamental que abolisse os privilégios dos servidores de elite.

 

 

 

  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

Deixe seu comentário aqui:

//