OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil        Quarta-Feira, 13 de Novembro de 2019

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Governo precisa de atitude junto aos parlamentares

Paulo Campos é vice-presidente da Ordem dos Trabalhadores do Brasil. Foto:

Por Paulo Campos dia em OTB no Brasil

Governo precisa de atitude junto aos parlamentares
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Agência Trabalhador - São Paulo 

Com a ausência do governo Bolsonaro nas discussões no Congresso, está se instaurando uma crise institucional que pode levar à paralisia. Parte visível dessa situação foi a ação de busca nos endereços do líder do governo, Fernando Bezerra, clara retaliação à negativa de dar prosseguimento – ou dar sequência com alterações -  às propostas do Ministério Público e do ministro Sérgio Moro.

O tom de revanche pode ser percebido pela rejeição da PGR – Procuradoria Geral da República à ação de busca e apreensão. Tratava-se de episódio de três anos atrás sem nada de novo.

A questão é que, embora os investigadores não aceitem, os vazamentos das conversas entre o então juiz Moro e os procuradores fez com que os políticos se tornassem contra a concessão de maiores poderes ao judiciário.

Todo este movimento é resposta à tentativa de Jair Bolsonaro de controlar as corporações de investigação que termina por desembocar na famigerada crise institucional que se agiganta cada vez que ocorre a prisão ou nova investida contra parlamentares.

Tornando este universo mais denso, o Senado vetou a recondução de dois membros do Conselho do Ministério Público – que votaram contra a punição ao procurador Deltan Dallagnol – e uma comissão estuda maneira de tirar a força do pacote anticrime do ministro Moro.

Por outro lado a estagnação política e a falta de clareza do ministro Paulo Guedes, que preconiza uma economia conceitual (demais) abre espaço para a discussão da reforma tributária, tema difícil e complexo e, este é mais um tema em que o governo, imprescindível para sua resolução, se omite, deixando de participar. Isto enquanto Senado e Câmara se degladiam em torno das alterações na legislação eleitoral, procurando, tanto o presidente da Câmara Rodrigo Mais, quando o do Senado, Davi Alcolumbre, maneiras de dividir o ônus.

O resultado é que o governo está chegando a um momento em que precisa deixar as pautas de campanha para enfrentar o debate sem se deixar levar pelas circuntâncias políticas que nunca deixarão de ser um mar turbulento.

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