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Greve

DIEESE analisou as greves do ano passado. O resultado é surpreendente.

Por Paulo Campos dia em Nossos Direitos e Conquistas

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Agência Trabalhador, 22/09/2017, 14:00 h – São Paulo – Estudo do Dieese publicado esta semana, demonstrou a maneira com que são realizadas as greves pelos brasileiros, sua motivação e seus resultados.

Foram 2093 greves em todo o Brasil no ano psassado, sendo a maioria deflagrada por servidores públicos que formalizaram 1100 movimentos contra 986 resgistros de greve na iniciativa privada.

74% das horas paradas foram na esfera pública.

Dado curioso é que 47% das greves acabaram no mesmo dia de sua criação e 18% se alongaram por mais de 10 dias. Impressionante é a informação que 20 movimentos grevistas paralisaram as atividades de seus integrantes por mais de 100 dias.

Das 2093 greves, 615 foram greves de advertência – quando tem seu tempo de duração definido na ocasião em que são deflagradas – porém a maioria, 66% não tiveram duração determinada.

Greves podem ser propositivas quando buscam novas conquistas ou ampliação das conquistas já asseguradas; defensivas, que são motivadas pela defesa de condições de trabalho já existentes ou manutenção de condições mínimas de trabalho que foram estabelecidas em acordo, convenção coletiva ou legislação, ou de protesto, quando ultrapassam o âmbito das relações de trabalho.

No ano passado, 81% das paralisações tiveram caráter defensivo e destas, mais da metade (56%), denunciaram descumprimento de direitos. Reivindicações propositivas estiveram presentes em 34% das pautas. Já greves de protesto somaram 12% das manifestações, estas incentivadas principalmente pelas manifestações políticas e econômicas.

Os principais motivos deflagadores foram: o pagamento de salários atrasados, (38,5%), reajustes salariais (30,2%), alimentação (18,5%) e condições de trabalho (16,4%).

Foram obtidas informações sobre o resultado de 864 greves e 80% destas manifestações obtiveram êxito total ou parcial em suas reivindicações.

Entre servidores públicos municipais houve 649 greves registradas em 2016, quase a totalidade deflagrada por servidores da administração direta, sendo 232 por servidores da educação, 133 por servidores da saúde, 19 por servidores da sergurança pública e 262 por integrantes de outras secretarias.

Nos últimos anos tem aumentado os movimentos grevistas anteriormente restritos às categorias dos metalúrgicos e bancários. Se mobilizaram trabalhadores terceirizados, trabalhadores de grandes construções e professores municipais, que lutaram principalmente pelo pagamento do Piso Nacional do Magistério.

Entre outros fatores, a realização de dois grandes eventos internacionais, as manifestações políticas e a economia mais estável – que deu segurança aos grevistas, ao proporcionar horizonte de emprego – ajudaram a fomentar greves em todos os setores, incluindo setores de menor expressividade.

 

 

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