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Inflação ataca salário dos servidores

Prefeitura de São Paulo ignora necessidades básicas de parcela dos funcionários que não tem condição de custear alimentação, moradia, educação ou saúde. Servidores não tem seus salários reajustados desde 2013.

Por Anderson Luna dia em Nossos Direitos e Conquistas

Inflação ataca salário dos servidores
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Agência Trabalhador, 15/05/2017 14:00 - A política de reajustes por categorias que privilegia grupos de servidores dentro do conjunto do funcionalismo tem resultado numa cruel realidade para uma parcela destes trabalhadores.

Trabalhadores de nível médio e básico, tiveram um último reajuste (que promoveu apenas parte da reposição de perdas salariais de mais de uma década) em 2013 e, deste então, tem visto seus salários serem corroídos pela inflação.

Desde 2013 os salários diminuíram em médica, 6,41% em 2014, 10,67% em 2015, 6,29% em 2016 e 1,10% nos primeiros meses de 2017 (fonte IPCA).

 

Mantendo a cruel política de esconder-se atrás de uma legislação arcaica, seguidos prefeitos de diversos partidos, tiveram a coragem de conceder ridículos e seguidos reajustes de 0,01% para os servidores municipais, situação que os tem colocado, em certos casos em situação de penúria. Um servidor que não quis se identificar afirmou que “não estamos pedindo aumento real no salário, pedimos a manutenção do poder de compra, pedimos poder pagar a escola de nossos filhos que foi reajustada, pedimos poder pagar o IPTU que a própria prefeitura reajustou pelo índice da inflação nos últimos anos...”

O prefeito Haddad, em 2013, observando que a situação havia chegado ao cúmulo de servidores receberem menos que um salário mínimo ao final do mês promoveu uma reposição que contemplou boa parcela destes servidores.

Porém não manteve a linha e terminou por juntar-se ao grupo de prefeitos que negam diginidade aos servidores, deixando seus salários serem corroídos e suas famílias necessitadas.

È importante observar que ocupantes de cargos de chefia não tiveram seus salários atualizados, restando que somente parte dos salários destes servidores terminio reajustado.

 O atual prefeito, João Dória, que recém eleito já anunciou que se juntaria ao time dos 0,01%, à época voltou atrás e admitiu rever esta situação.

Os servidores municipais esperam ansiosamente a definição do índide de reajustes este mês que é o mês de dissídio da categoria.

Quem se diz gestor, não pode acreditar que terá a melhor equipe sem remunerá-la com justiça.

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