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Movimento de Greve dos servidores em São Paulo

O movimento do governo na direção de evitar a análise da reforma da previdência, com manobras para desmantelar até mesmo a comissão de avaliação, está unindo a categoria de maneira inédita.

Por Anderson Luna dia em Nossos Direitos e Conquistas

Movimento de Greve dos servidores em São Paulo
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Agência Trabalhador, 30/11/2018, 17:00 h – São Paulo

Informações vindas dos sindicatos das categorias que compõe o funcionalismo da Pefeitura de São Paulo, indicam um movimento de união na direção de uma greve geral para evitar o desmantelamento do serviço público municipal que a reforma da previdência provocará. Representantes dos médicos, engenheiros, professores e integrantes dos níveis médio e básico estão em contato para formalização da paralisação.

A Prefeitura de São Paulo sempre evitou a greve distribuindo reajustes apenas para algumas categorias, evitando assim contemplar o conjunto do funcionalismo que amarga mais de 14 anos sem reajuste (ou com reajuste simbólicos de 0,01%).

A situação dos servidores (com exceção de professores e médicos) que, por terem função imprescindível e de grande repercussão na sociedade, tem reajustes regulares, é de extrema dificuldade. Após anos de reajustes de 0,01%, os salários perderam muito de seu poder de compra. Existem relatos de servidores passando fome ou que foram despejados de suas casas.

Outro completo absurdo dentro da gestão municipal é a disparidade entre os salários recebidos por ocupantes do mesmo cargo que trabalham em unidades “diferenciadas”.

Servidores municipais da Câmara Municipal e do Tribunal de Contas do Município, por exemplo, nunca deixaram de terem seus salários reajustados de acordo com a inflação e ostentam holerites irreais para a situação do país. Há relatos de ascensorista que recebe 17 mil reais mensais e lavador de carro com salários de 12 mil.

A reforma da previdência municipal deve provocar perdas para o conjunto do funcionalismo.

O governo errou a conta e mobilizou a comissão de análise com atraso. Da maneira como estava, os trabalhos terminariam após o inicio do recesso parlamentar, jogando a votação para 2019. Em uma “manobra” os integrantes governistas não compareceram e, tendo a comissão não sido criada, se abriu espaço para a votação – sem análise do tema – ainda em 2018.

A OTB – Ordem dos Trabalhadores do Brasil compreende que possa existir a necessidade da realização de reajustes na previdência dos municípios. O apoio ao movimento de greve se dá pela maneira com que está sendo tratado o assunto: com a formação de comissão de análise composta em sua maioria por integrantes da base governista. Com a implantação da comissão em época de recesso escolar, claramente para evitar a mobilização dos professores e com “manobra” para desmantelar mesmo a comissão de análise (chamada de “comissão fake” pelos sindicalistas).

 

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