OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil        Sexta-Feira, 29 de Maio de 2020

OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil - Trabalhando pelos direitos dos Trabalhadores

Não é mais possível ouvir calado

Reunião ministerial demonstra o nível da barbárie que está administrando o país e levando literalmente a população à morte. Foto: OTB

Por Paulo Campos dia em OTB no Brasil

Não é mais possível ouvir calado
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Agência Trabalhador – São Paulo

EDITORIAL – A OTB –Ordem dos Trabalhadores do Brasil sempre pautou suas ações pela mais simples das regras: o respeito. Não é falácia, é fato. O respeito é o ingrediente fundamental da democracia, quando ele existe, não há violência, não há briga, não existe guerra, ou sendo específico, não há racismo, violência contra mulheres, homofobia, misoginia ou qualquer coisa dessas terríveis que tiram a dignidade de um humano.

Quando ouvimos o discurso crú e doloroso, áspero, doente egoísta e perverso de Jair Bolsonaro diante de seus ministros é inevitável que um sentimento de desesperança atinja aos brasileiros, quando ouvimos o coro de ministros, um após outro, apresentando um quadro mais grotesco, inconcebível, vem um desalento que é potencializado pela situação atual de pandemia e milhares de brasileiros, conterrâneos, irmãos nossos, morrendo.

Quando vemos o presidente demolindo nossas relações comerciais com o parceiro econômico mais importante apoiado pelo ministro da economia, ficamos estarrecidos. Como pode isso? Que objetivo tem uma fala dessas?

O show de horrores continua com um ministro do Meio Ambiente, que diz que é preciso aproveitar a “distração” da pandemia para aprovar leis e destruir o meio ambiente (!).

A ministra das Mulheres, da Família e dos Direitos Humanos pedindo a prisão de prefeitos e governadores que estão fazendo, nada mais, do que o determinado pela OMS – Organização Mundial da Saúde, para proteger a população de suas cidades e estados, num momento terrível, durante o qual, a medida mais importante do presidente foi receitar, sem ser médico, medicamento que estudos internacionais garantem que não funciona e que, quem não quiser, tome refrigerante de baixa qualidade.

Isso tudo em uma reunião com uma profusão de palavrões dignos de cabaré.

Sem contar nas diárias demonstrações de afronta às instituições, aos poderes, à classe política, à classe trabalhadora, ao povo brasileiro.

Sintomáticas foram as saídas dos ministros da saúde Mandetta e Teich, chutados por não terem como falar o que o presidente exigia que eles falassem, a saída da secretária da cultura, a descontrolada Regina Duarte que proferiu inéditos “puns” verbais durante a posse, bem como sintomático é um Ministro da Educação sem educação que pede a prisão de “vagabundos” que na verdade são os magistrados da mais alta corte nacional.

Tudo é terrível. A pandemia, a situação política, seus atores e principalmente, a desolação que aflige a população.

Mais que qualquer vírus, o que vai destruir a economia e levar o país para um buraco bastante fundo, é essa administração que não sabe o que significa respeito.

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