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O fim do sindicalismo

"Como previsto pela OTB, as elites manobraram para acabar com o financiamento do movimento sindical. O fim da contribuição sindical tem esta clara finalidade, mas não nos atinge" Paulo Campos, vice-presidente.

Por Paulo Campos dia em OTB no Brasil

O fim do sindicalismo
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Agência Trabalhador, 06/07/2018, 10:00 h – São Paulo

Por Paulo Campos, vice-presidente da OTB.

A votação no supremo selou o destino de centenas de entidades sindicais por todo o país. A decisão, que extinguiu de vez a contribuição sindical – que descontava um dia de salário de cada trabalhador a favor dos sindicatos – termina com uma era e leva, de uma vez, toda a estrutura sindical existente para um campo deserto. Sem estes recursos, os sindicatos não terão estrutura para trabalhar e oferecer serviços para seus associados.

Sem oferecer serviços, novos sindicatos não terão como se desenvolver. 

Isto inclui as centrais sindicais que sobrevivem da porcentagem que recebiam dos sindicatos afiliados. A era das grandes e poderosas centrais está perto do fim.

Porém, a OTB – Ordem dos Trabalhadores do Brasil, mesmo sendo uma Central Sindical como as outras, não foi criada para atuar baseada em recursos oriundos desta contribuição. A OTB nasceu já com a perspectiva de que este movimento – de ataque ao sindicalismo – ocorreria e se estruturou para atuar de maneira independente do “imposto sindical”. Neste mesmo sentido, a entidade tem sólida convicção de não se submeter ao jugo governamental ou de partidos políticos.

Como lema são aceitos trabalhadores e trabalhadoras de qualquer sexo, religião ou partido político. Porém não é tolerável imposição política. A OTB não faz alianças.

A ideia é conquistar a confiança dos brasileiros com propostas relevantes, como as que temos apresentado em nossos editoriais e, acima disso, deixar claro que a independência é nosso principal ativo. Somente atuando de maneira independente a OTB terá condições de influenciar a política com efetividade, independentemente de qual tendência política esteja no poder.

Somos uma central sindical por definição, porém acreditamos que devemos ser vistos mais como uma entidade independente de defesa dos trabalhadores com intenção de reunir a população, os sindicatos – nossos afiliados – e o governo na direção do bem comum.

A OTB não é entidade apolítica. Temos convicção que a nossa idoneidade e firmeza nos levarão a uma posição de destaque no universo político nacional, sempre procurando o melhor para todos os brasileiros, fiscalizando, divulgando e propondo ações. 

O sindicalismo não vai terminar com o fim da contribuição sindical. O modelo antiquado e mal visto do sindicalismo atual, este está com os dias contados. O sindicalismo moderno, representativo, democrático, ético e transparente que a OTB propõe. Este não tem como ser combatido ou extinto com manobras políticas.

 

 

 

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