OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil        Terca-Feira, 12 de Novembro de 2019

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OTB E A QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Série Desenvolvimento: O impacto das alterações provocadas nas relações de trabalho e na sociedade e o desafio de retomar o crescimento industrial. Hoje, a indústria tem a mesma participação no PIB que em 1947.

Por Franklin Ataide dia em OTB no Brasil

OTB E A QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
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Agência Trabalhador, 08/11/2018 10:00 h – São Paulo

O mundo está diante da quarta revolução industrial que deverá ser tão profunda quanto as anteriores porém muito mais rápida. O Brasil necessita de empenho e dedicação dos governantes para equilibrar as necessidades capitalistas sem prejudicar as relações sociais da produção.

A chamada Indústria 4.0 é bastante mais abrangente e atua tanto nas dimensões físicas, quanto digitais e biológicas. A capacidade de promover alterações genéticas, alterando seres vivos – com todas as questões éticas que estão envolvidas – ampliam sobremaneira as possibilidades de produção industrial.

Novos materiais como o grafeno, considerado por muitos a mais importante descoberta em tecnologia das últimas décadas e sendo o Brasil o detentor da maior reserva de grafita, sua matéria prima, torna o país protagonista no fornecimento deste insumo e alvo de cobiça internacional.

As novas tecnologias são benéficas à produção e reduzem custos, em contrapartida é preciso observar e manter o controle sobre o significado desta redução de custos nas relações de trabalho, já que muitas vezes, redução de custo significa redução de pessoal.

A política industrial não pode ficar a cargo do empresariado. Tem de existir a mediação do estado para que novos processos beneficiem a maioria da sociedade ou que prejudiquem o menor número possível de trabalhadores.

Com exemplo, a reforma trabalhista que regulamentou o trabalho temporário, reflete uma das características da quarta revolução industrial que é a formação de “trabalhadores em nuvem” que, afastados das relações tradicionais de emprego, formam um exército de mão-de-obra com flexibilidade do trabalho. A também chamada “nuvem humana” não passa de um grupo de trabalhadores sem vínculos, exploráveis, que recebem apenas pelas horas trabalhadas e sem garantias como auxílio-doença ou desconto para previdência.

A OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil está atenta a este movimento que pode terminar na expropriação dos direitos trabalhistas e que não é exclusividade brasileira. Segundo o DIEESE, desde 2008 foram feitas 642 mudanças trabalhistas em 110 países com objetivo de flexibilizar contratações e jornadas com objetivo de reduzir o custo do trabalho. O governo eleito sinalizou disposição para com propostas deste teor, inclusive aprofundamento da reforma trabalhista de Temer.

A atividade sindical nunca foi tão importante quanto neste momento e é preciso união na defesa dos trabalhadores.

 

 

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