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OTB e o futuro do trabalho no Brasil

Emprego e desemprego, idosos e jovens, imigrantes, quais as perspectivas de emprego para as próxims décadas no Brasil?

Por Anderson Luna dia em OTB no Brasil

OTB e o futuro do trabalho no Brasil
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Agência Trabalhador, 16/01/2019, 12:00 h – São Paulo

Com informação da OIT – Organização Internacional do Trabalho

Entre tantas políticas públicas de gestão do trabalho, que tem o poder de influenciar o destino das próximas gerações, a implantação de ações destinadas a atender uma população que está envelhecendo é dos maiores desafios. O envelhecimento da população impõe desafios para governos e para todo o sistema produtivo.

Qual a posição do idoso na sociedade? Ou quais adequações nos gastos públicos devem ser providenciadas para atender à esta população? São questões como estas que deverão, cada vez mais, permear a sociedade brasileira quando percebemos que, em 2020, pessoas com mais de 60 anos comporão 15% da população.

Uma questão é prioritária. Com a ampliação da expectativa de vida uma grande pressão é imposta nos sistemas de pensões e aposentadorias. Boa parte dos idosos gostaria de continuar trabalhando – por necessidade ou por desejo próprio – porém inexistem, no momento, políticas de trabalho que aproveitem esta mão de obra. Preconceitos, percepções inadequadas – que idosos custam caro e não aprendem novas tecnologias, por exemplo – formam estereótipos que barram a presença de profissionais mais velhos no mercado.

Outra grande alteração que está acontecendo em todo o globo e também no Brasil é a chegada e participação no mercado interno de trabalho dos imigrantes, fenômeno que deve aumentar se forem mantidas as condições de maiores restrições à entrada de estrangeiros nos paises ricos e a maior liberalização no Brasil.

A posição brasileira que não criminaliza estrangeiros sem documentos e que equipara direitos no mercado de trabalho é bastante diferente da posição de países europeus, Reino Unido e Estados Unidos.

Se por um lado, o Brasil se expõe, por outro, recebe mão de obra qualificada e sua formação, uma das deficiências no país. Juntamente com a flexibilização das jornadas, este fenômeno – da chegada de imigrantes – implicará na expansão de outras atividades e o emprego líquido dependerá da diferença entre empregos criados e perdidos. O aumento na diferenciação de trabalho poderá ocorrer pela utilização de jornadas temporárias, intermitentes ou compartilhadas, realizado em casa com o teletrabalho ou por contratos de trabalho, com pagamento por hora trabalhada ou por empreitada.

Porém a tecnologia também poderá provocar desemprego, ao necessitar de menor mão de obra para execução da mesma tarefa ou pela dificuldade do trabalhador em se manter atualizado.

Novas tecnologias não significam necessariamente baixa no nível de emprego. Países como Estados Unidos, Alemanha, e vários países nórdicos e asiáticos conseguiram manter baixas as taxas de desemprego em concomitância com a chegada de novas tecnologias. São conhecidos exemplos de países asiáticos que promoveram grande transformação, saindo da produção agrícola para a produção tecnológica plena em poucas décadas.

 

Desemprego juvenil preocupa

Com taxas duas a três vezes maiores que a dos adultos, jovens desempregados de 15 a 24 anos precisam ser alvo de políticas públicas urgentes. Existe realmente menor demanda de trabalho por esta mão de obra, com menor escolaridade e pouca experiência.

Podem diminuir o desemprego e aproximar o jovem do primeiro emprego, programas como o Jovem Aprendiz, Programas de Estágio e Pronatec. Medidas de inclusão de jovens em programas de aprendizagem, cursos técnicos e a formação de tecnólogos surtem o mesmo efeito, já que empresas procuram estes jovens com preparo comprovado.

Às escolas deve ser fornecido incentivo para que promovam a divulgação de cursos e oportunidades alinhadas com as necessidades do mercado produtivo.

A OTB – Ordem dos Trabalhadores do Brasil estuda o futuro do trabalho no pais e propõe a discussão das políticas públicas da área. Acreditamos que somente o debate, a pesquisa científica e a ação das autoridades tem capacidade de produzir resultados como o aumento da qualificação profissional dos jovens, a inclusão dos idosos no mercado de trabalho – que tem acontecido paulatinamente – uma harmônica participação de imigrantes e a bem vinda bagagem cultural e tecnológica que trazem, no mercado de trabalho e, principalmente, a redução do desemprego que assombra boa parcela da população.

Uma das ações da OTB neste sentido será a implantação das Casas do Trabalhador, que serão espaços onde, além de atender às necessidades dos trabalhadores, deverão ser ministrados cursos profissionalizantes e de desenvolvimento pessoal.

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