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OTB e servidores públicos apreensivos pela prisão do prefeito de Mauá

Preocupação é a situação dos milhares de servidores que tem seus direitos colocados em risco. A Polícia Federal também realizou buscas nos gabinetes de 22 vereadores da cidade que faz parte da Grande São Paulo. Investigação descobriu que nove empresas pagavam propina mensal ao prefeito.

Por Paulo Campos dia em OTB no Brasil

OTB e servidores públicos apreensivos pela prisão do prefeito de Mauá
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Agência Trabalhador, 13/12/2018, 19:00 h - São Paulo

A cidade de Mauá, cidade que faz fronteira com a capital do Estado de São Paulo, viu, nsta quinta-feira (13) operação da polícia federal que prendeu o prefeito Átila Jacomissi (PSB) e o ex-secretário de governo da cidade, João Eduardo Gaspar. A acusação é de que nove empresas pagavam uma espécie de mensalão ao prefeito.

Também foi determinada, pela juíza federal Raquel Silveira, do Tribunal Regional Federal da Terceira Região busca e apreensão nos gabinetes de 22 dos 23 vereadores da cidade. Foram cumpridos ainda mandados na própria prefeitura, na sede da companhia de saneamento básico do município, SAMA e também na casa de Ione Scapinelli, coordenadora da Secretaria de Governo de Mauá.

Em maio, durante a Operação Prato Feito, Átila Jacomussi e João Eduardo Gaspar já tinham sido presos em flagrante por corrupção. Na casa de Jacomussi, a PF apreendeu R$ 85 mil em dinheiro. Com Gaspar, os investigadores encontraram R$ 588 mil e quase € 3 mil. A ordem de prisão preventiva contra Jacomussi e Gapar foi revogada no dia 15 de junho de 2018 por um habeas corpus do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O presidente estadual da OTB Dito Santos, que reside, trabalha na cidade e tem longa carreira na defesa dos servidores públicos afirmou que “está extremamente consternado com a situação. Preocupa muito a situação dos servidores municipais, já que não houve tempo para fecharmos o reajuste da categoria. Além disso o clima na prefeitura é muito pesado. Servidores antigos não tem reconhecimento e agora estão perdendo a esperança em tempos melhores”.\

A OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil acompanha a situação de perto e atua - com grande empenho de Dito Santos - para garantir os direitos tanto dos servidores municipais como dos demais trabalhadores que temem por seus empregos.

A situação da cidade beira a intervenção e a apreensão causa retração nos investimentos na cidade que acaba perdendo oportunidades de desenvolvimento. A retração econômica já pode ser percebida nas ruas e não deve ser creditada apenas à crise econômica. Como disse Paulo Campos, vice-presidente nacional da OTB em relação aos acontecimentos na cidade de Mauá “A corrupção, mais que apenas desviar dinheiro público para o bolso de políticos e empresários, impede atendimentos médicos, impede que crianças estudem, provoca estagnação econômica pela falta de investimento em políticas de infraestrutura, provoca desemprego e termina sendo a origem da violência que infesta nosso país”.

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