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OTB repudia o contrato intermitente de trabalho

No contrato intermitente, o trabalhador recebe por hora trabalhada e é contratado por tempo determinado. A renda diminuída ameaça famílias e impede o acesso do trabalhador à aposentadoria.

Por Paulo Campos dia em OTB no Brasil

OTB repudia o contrato intermitente de trabalho
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Agência Trabalhador, 08/08/2018, 17:00 h – São Paulo

A reforma trabalhista provocou diversas reações negativas nas relações de trabalho, sem que, passados já vários meses, tenha havido crescimento na oferta de emprego. O que tem havido é redução das jornadas, a instituição do trabalho intermitente e a demissão de trabalhadores com recontratação de maneira precária.

Há relatos de servidores que são recontratados com salários de cerca de 320 reais mensais, valor que impossibilita a contribuição para a Previdência que vai resultar no cerceamento do direito à aposentadoria.

Entre a implantação da reforma, em novembro de 2017 e julho de 2018 foram criados 35.408 novos postos de trabalho precário. Destes 22.901 com contrato intermitente e 12.507 com contrato parcial.

O empresariado que defende a “modernização” da CLT está lucrando com a mão de obra barateada. Sindicatos tem denunciado casos em que trabalhadores estão recebendo apenas 320 reais por mês – equivalente a 1/3 do salário mínimo e que houve aumento de 70% na procura de pessoas para trabalhar por hora. Empregados que recebiam por 8 horas diárias, tem sido demitidos para serem recontratados de maneira precária para jornadas de apenas 4 horas e, para receber um salário mínimo, estas pessoas tem assinado 2 contratos que duram entre 3 e 4 meses. Após este período o trabalhador fica desempregado.

“Esta situação, onde famílias não tem segurança sobre como irão se alimentar ou pagar o aluguel no final do mês é injusta” afirmou Paulo Campos, vice-presidente da OTB – Ordem dos Trabalhadores do Brasil que completou: “esta chamada ‘flexibilização’ das regras da CLT tiveram claro objetivo de favorecer o empresariado, sem levar em consideração as necessidades dos trabalhadores. A verdade é que, em vez de gerar empregos, a reforma trabalhista tornou precárias vagas existentes, convertendo artificialmente uma vaga em duas. A classe trabalhadora, descrente da classe política, não tem a quem recorrer. É preciso que novos agentes surjam e que tenham capacidade de despertar a confiança desta parcela da população. Somente assim, com união, é que este quadro será revertido. Enquanto a direção da economia e das relações trabalhistas estiver nas mãos do empresariado, que as controlam se valendo de seu poder econômico, os trabalhadores não terão chance, serão massacrados sem direito à defesa”.

 

 

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