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Política de reajuste de gás e combustíveis tem de ser revista

A alta nos preços do gás de cozinha e dos combustíveis determinada pela política de preços da Petrobrás, é grande problema para as famílias brasileiras que não tem como arcar com os seguidos reajustes.

Por Paulo Campos dia em OTB no Brasil

Política de reajuste de gás e combustíveis tem de ser revista
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Agência Trabalhador, 17/08/2018, 15:00 h – São Paulo - com dados do Dieese

O grande impacto no orçamento das famílias provocado pela política de preços da Petrobrás é motivo de preocupação para a OTB – Ordem dos Trabalhadores do Brasil que discutiu o tema hoje (17) na sede da entidade em São Paulo.

O vice-presidente da entidade, Paulo Campos, ressaltou que, “os seguidos reajustes afetaram diretamente a taxa de inflação elevando o custo de vida e desvalorizando os salários”.

Sob o pretexto de acompanhar os preços internacionais dos combustíveis, a Petrobrás alterou, em outubro de 2016, a política de formação de preços da gasolina e do óleo diesel.

No município de São Paulo, conforme coleta de dados do Índice do Custo de Vida do DIEESE, realizada em três das principais distribuidoras da cidade, entre julho e dezembro de 2017, houve aumento em quase todos os meses (exceto em agosto), acumulando alta de 20,35%. Com os reajustes de 2018, até junho, a elevação acumulada é de 26,91%.

Em julho de 2017, alterou também a política de preços do gás de cozinha. Desde então os reajustes tornaram-se freqüentes e elevaram o preço do GLP – gás liquefeito de petróleo, nome técnico do gás de cozinha – em 37% apenas entre julho e dezembro de 2017.

É importante ressaltar que o preço do botijão de 13 quilos de GLP ficou congelado em 13,51 reais entre janeiro de 2003 e agosto de 2015, enquanto perdurava a antiga política de preços.

A nova prática não levou em consideração a resolução 4/2005 do CNPE – Conselho Nacional de Política Energética que considera a formação de preço do botijão de 13 quilos, pelo seu elevado impacto social, ser de interesse nacional pelo seu uso exclusivamente residencial em recipientes transportáveis.

A resolução ignorada, visa proteger a população brasileira com menor poder aquisitivo.

 

 

 

 

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