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Prefeitura SP: 10% a menos nos salários em 2018

Com o IGP-M de 7,54% somado aos 3% da reforma da previdência, os servidores municipais de São Paulo que não tem reajuste há mais de uma década, somente em 2018 acumularam mais 10% de perda do poder de compra de seus salários. Foto: prefeito Bruno Covas: "não revogo a Lei 'nem morto!'"

Por Anderson Luna dia em Nossos Direitos e Conquistas

Prefeitura SP: 10% a menos nos salários em 2018
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Agência Trabalhador, 28/12/2018, 16:00 h – São Paulo – com informação da Agência Brasil, repórter Vitor Abdala

A reforma da previdência aprovada ontem (27) pelos vereadores da Câmara Municipal de São Paulo determinou o confisco de 3% dos salários dos servidores, acrescendo nesta conta a inflação apurada pelo IGP-M  - Índice Geral de Preços Mercado, de 7,54% em 2018 é possível afirmar que os servidores municipais perderam, somente este ano mais de 10% do poder de compra de seus salários.

A reforma da previdência tirou 3% dos salários e a inflação, mais 7,54%, somente em 2018, de uma categoria de trabalhadores que amarga mais de uma década sem reajuste em seus salários. A situação é crítica para muitos servidores municipais da Prefeitura de São Paulo.

A situação é tão grave que existem relatos de servidores passando fome e outros que foram despejados de suas residências por não conseguirem honrar seus compromissos. Por outro lado, o prefeito Bruno Covas declarou que “nem morto” irá revogar a Reforma da Previdência municipal que está sendo conhecida como “Lei do Confisco”.

Entidades sindicais já entraram com Mandados de Segurança baseados no fato que não se pode tirar do salário dos servidores para pagar dívidas da prefeitura, justamente o que está sendo feito. A decisão vai para o judiciário que já decidiu favoravelmente aos servidores federais em questão semelhante.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, fechou o ano de 2018 com uma taxa de 7,54%. No ano passado, o IGP-M havia registrado deflação (queda de preços) de 0,52%.

No mês de dezembro, o índice registrou deflação de 1,08%, uma queda de preços mais acentuada do que em novembro (-0,49%).

A queda da taxa de novembro para dezembro foi puxada pelos preços no atacado, varejo e construção. O atacado, medido pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, caiu de -0,81% para -1,67%.

O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, caiu de 0,09%, em novembro, para 0,04%, em dezembro. O Índice Nacional de Custo da Construção caiu de 0,26% para 0,13% no período.

 

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