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Senadora da oposição declara-se presidente da Bolívia

Em seção sem a participação da maioria dos congressistas, Jeanine Áñes declarou-se presidente. Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Por Paulo Campos dia em OTB MUNDO

Senadora da oposição declara-se presidente da Bolívia
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Agência Trabalhador - Brasília
 
A senadora Jeanine Áñez, do partido oposicionista Unidad Demócrata, declarou-se hoje (12) presidente da Bolívia. "Assumo imediatamente a Presidência", disse Jeanine, embora a bancada do MAS, partido liderado pelo ex-presidente Evo Morales, não estivesse presente no Congresso.

Morales chegou nesta terça-feira ao México, país que lhe concedeu asilo político após sua renúncia à Presidência da República.

Jeanine Áñez anunciou que decidiu "assumir imediatamente" a Presidência da Bolívia, em seu novo status de líder do Senado, depois de considerar que no país havia uma situação de vacância, devido à renúncia e abandono do país do ex-chefe de Estado, Evo Morales, e do vice-presidente Álvaro García Linera.

Também renunciaram aos cargos os presidentes do Senado e da Câmara e o primeiro vice-presidente do Senado. Como segunda vice-presidente da Casa, Jeanine Áñez entendeu que cabía a ela assumir o posto deixado vago por Morales.

Ao assumir a Presidência, a senadora mencionou vários artigos da Constituição e dos regulamentos parlamentares que, na sua opinião, formam o arcabouço legal que lhe permite assumir a liderança do Estado. Ao longo do dia, a mídia local alertou que não poderia haver sessão legislativa porque o partido de Morales, que controla dois terços das duas Casas Leigislativas, não deu quórum à sessão.

Hoje, na primeira de suas duas aparições públicas em poucos minutos, a legisladora disse que assumiu a presidência do Senado com o endosso de um artigo regulatório e depois, em outro recinto, anunciou que ocuparia a chefia do governo com a vacância criada pela renúncia e pelo abandono do país por Morales e García Linera.

"Assumo imediatamente a presidência do Estado e prometo tomar medidas para pacificar o país", disse Jeanine Áñez, que deve liderar um processo de transição para novas eleições.

Fonte: EBC - Com informações da Télam, Agência Nacional de Notícias da Argentina

 

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