OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil        Sábado, 14 de Dezembro de 2019

OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil - Trabalhando pelos direitos dos Trabalhadores

Erro na Linha: #17 :: Undefined offset: 0
/home/otbnacional/public_html/themes/wc_conversion/artigo.php

Servidores municipais, reajustes e reconhecimento

Agência Trabalhador, por Paulo Campos, Secretário Geral. Com a falta de valorização dos servidores públicos é certa e constante a queda de qualidade no atendimento à população.

Por Paulo Campos dia em

Servidores municipais, reajustes e reconhecimento
  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

Ontem, conversando com uma funcionária da Prefeitura de São Paulo, ela me explicou uma situação que é tão absurda que beira o inacreditável.

Anos atrás, foi elaborada uma lei que proíbe o reajuste dos salários dos servidores caso a prefeitura não atinja certo patamar de arrecadação ou sem, simplificar, atrela reajustes salariais à porcentagem que o pagamento dos salários ocupa do orçamento da prefeitura.

Na prática, como não cessam os concursos e as contratações, a prefeitura nunca tem verba para reajustar os salários do conjunto do funcionalismo.

Mais que injusta, essa lei serve de desculpa para sacrificar uma grande parcela do funcionalismo municipal, afinal, os senhores prefeitos não podem reajustar os salários porquê “a Lei não permite”.

O resultado é que grande parcela dos servidores da prefeitura de São Paulo não tem reajuste de salários há 10, 11, 12 anos (com exceção de uma reposição parcial feita pelo prefeito Haddad em 2013).

Mesmo esta reposição não foi completa, já que não reajustou as gratificações e, assim sendo, servidores que ocupavam cargos de chefia ou os tinham incorporados acabaram tendo apenas parte de seus vencimentos reajustados.

O mínimo que um ser humano  espera é que seu salário mantenha o poder de compra. Os servidores com quem conversei dizem que nem imaginam aumentos reais, que apenas a reposição da inflação já seria maravilhoso.

Traduzindo, nem vamos falar da última década sem reajustes decentes (foram gestões inteiras de Maluf, Pitta, Marta, Serra, Kassab e Haddad todos concedendo reajustes anuais de 0,01%, com exceção de 2013). Se considerarmos apenas a inflação dos últimos três anos, foram cerca de 20% de defasagem salarial. Servidor que recebia 2 mil reais em 2013, tem salário real equivalente a 1600 reais hoje.

Este efeito, somado ao aumento das tarifas públicas que disparou nos últimos anos, gás, eletricidade, água, alugueis, tem gerado efeito devastador na vida de muitos dos servidores, aqueles que cuidam justamente do atendimento à população, que mantém a prefeitura funcionando, que são os rostos que estão por trás dos balcões. São estas pessoas que estão sofrendo esta injustiça.

É importante dizer que esta situação não aflige a totalidade dos servidores municipais da cidade de São Paulo. Para evitar greves, categorias específicas e com importância política tem conseguido reajustes regulares. Professores e médicos, por exemplo, tiveram ou reajustes parcelados ou grandes reestruturações que adequaram os salários à realidade.

É preciso urgente que sejam revistos os processos de recursos humanos da prefeitura de São Paulo, com valorização dos servidores municipais, construção de um plano de carreira que seja mais abrangente.

Como exemplo, não há qualquer reconhecimento para um servidor de nível médio que se esforce e conquiste um diploma de nível superior. Simplesmente não serve para nada este diploma, já que não é possível, internamente, mudar de categoria. É proibido o reconhecimento.

Esperamos que a atual gestão promova a mudança destas realidades.

Os servidores municipais merecem – ao menos – que seus salários sejam reajustados pelos índices da inflação.

Os servidores merecem reconhecimento.

Afinal, os servidores, são quem realiza o trabalho.

 

  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

Deixe seu comentário aqui:

//