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Subempregados chegam a 6,8 milhões

Aumentou 9,3% o número de pessoas que trabalham menos de 40 horas semanais e que gostariam de trabalhar a jornada completa. Este número, somado aos desempregados e aos desalentados, formam um exército de pessoas carentes e à margem da sociedade.

Por Anderson Luna dia em OTB no Brasil

Subempregados chegam a 6,8 milhões
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Agência Trabalhador, 30/10/2018, 14:00 h – São Paulo

Pesquisa publicada pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, demonstrou que o número de subocupados, que são trabalhadores que, por falta de opção, trabalham menos de 40 horas semanais, atingiu o maior índice desde que a pesquisa teve início em 2012. São, no momento, 6,859 milhões de pessoas no trimestre encerrado em setembro.

Os subocupados aumentaram em 351 mil pessoas na comparação com o trimestre encerrado em julho e 9,3%, ou mais 582 mil pessoas, sobre o mesmo período do ano passado.

O universo de subocupados representam cerca de 25% do total de 27,3 milhões de brasileiros que na visão do IBGE estão subutilizados. O grupo reúne, além dos subocupados, os desempregados (12,5 milhões), os desalentados - ou seja, aqueles que desistiram de procurar emprego - (4,8 milhões) e os que poderiam estar ocupados, mas não trabalham por motivos diversos (3,2 milhões).

O aumento pode ser devido à implantação gradual das jornadas parciais ou intermitentes, permitidas com a reforma trabalhista. E, embora a taxa de desemprego tenha caído, aumentou o trabalho informal.

A OTB considera temerária a situação do trabalho no país. Hoje, os 35 milhões de pessoas que trabalham por conta própria ou sem carteira assinada superam os cerca de 33 milhões de trabalhadores com registro. Os números indicam estabilidade na geração de emprego, que não está perdendo vagas e também não está crescendo. É imprescindível para uma economia do tamanho da brasileira, sair desta estagnação. Estagnação da geração de empregos tem reflexos na economia que também não tem condições de crescer e gerar mais empregos, fechando o ciclo.

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