OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil        Terca-Feira, 12 de Novembro de 2019

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Terceirização de professores e reajuste zero

A terceirização, que foi legalizada com a reforma trabalhista, permite às prefeituras substituir servidores concursados por trabalhadores que ganham menos e trabalham mais horas. Embora pareça boa alternativa, a rotatividade destrói a qualidade do trabalho.

Por Anderson Luna dia em Nossos Direitos e Conquistas

Terceirização de professores e reajuste zero
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Agência Trabalhador, 04/09/2018, 18:00 h – São Paulo

Representantes dos servidores da Prefeitura de São Paulo se reuniram com Paulo Campos, vice-presidente da OTB – Ordem dos Trabalhadores do Brasil, na tarde de hoje (04) na sede da OTB, para discutir os efeitos da legalização da privatização.

A reforma trabalhista permitiu a contratação de trabalhadores para as atividades-fim das empresas. Antes somente podiam ser contratados terceirizados para atividades que não fossem específicas do setor: um hospital não podia terceirizar médicos e enfermeiros, mas podia terceirizar serviços de vigilância e limpeza, por exemplo.

Com a resolução do STF de que a legislação agora permite a contratação para atividades fins, empresas se organização para se valer deste tipo de contratação que, embora tenha maior rotatividade, é mais barato.

Uma das categorias que está no foco da terceirização são os professores. Se antes escolas e universidades não podiam terceirizar professores (atividade-fim) a confirmação da legalidade abriu espaço para a exploração dos profissionais. Em média um professor terceirizado ganha 25% a menos e trabalha 12 horas a mais por semana.

Os serviços público não escapam desta lógica. Embora não possam ser demitidos – como estão fazendo algumas empresas – para contratação de terceirizados mais baratos, servidores temem que não sejam feitos novos concursos, que as carreiras sejam relegadas à segundo plano e que, cada vez mais se deteriorem as condições de trabalho.

Paulo Campos declarou que “não somente o serviço público, mas todas as categorias devem se unir. Embora o governo tenha tentado destruir o sindicalismo com a retirada do imposto sindical, somente a união dos servidores e dos trabalhadores, poderá impedir o avanço da terceirização. É preciso dizer à sociedade que, longe de criar empregos, como afirmam alguns políticos, a tercerirização favorece grandes grupos econômicos com custos mais baixos na folha de pagamento”.

Na prefeitura de São Paulo a situação é crítica. Sem reajustes salariais há mais de uma década, os servidores estão desesperados. “A inflação corroeu nossos salários, principalmente das carreiras de nível médio e básico. Hoje não consigo mais sustentar minha casa e tive de conseguir outro emprego. Outros não tem essa sorte e estão passando necessidades.” Afirmou um servidor que pediu para não ser identificado.

 

 

 

 

 

 

Petrobras anuncia alta de 1,68% na gasolina nas refinarias e valor chega a novo recorde
No acumulado em 1 mês, a alta chega a 13,38%.
 

 

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (4) um aumento de 1,68% nos preços da gasolina nas refinarias. Com isso, o valor passará de R$ 2,1704 para R$ 2,2069 o litro a partir desta quarta-feira (5).

Com o aumento, o novo valor atingirá uma máxima dentro da política de reajustes diários, iniciada há mais de um ano. No acumulado em 1 mês, a alta chega a 13,38%.

A decisão de repassar o aumento do valor da combustível cobrado pela Petrobras para o consumidor final é dos postos de combustível.

Já o preço do diesel segue a R$ 2,2964 o litro, em meio ao programa de subvenção do governo federal. Na sexta-feira, a estatal anunciou reajuste de 13% no preço médio do diesel praticado nas refinarias após 3 meses de valores congelados.

 

A Petrobras adota novo formato na política de ajuste de preços desde 3 de julho do ano passado. Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior frequência, inclusive diariamente, refletindo sobretudo o preço internacional e o câmbio.

Desde o início da nova metodologia, o preço da gasolina nas refinarias acumula alta de 67,93% e, o do diesel, valorização de 69,46%, segundo o Valor Online.

Preço nos postos
O preço médio da gasolina nas bombas terminou a semana passada a R$ 4,446, segundo pesaquisa da Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o que representa um aumento de 0,38% na comparação com os sete dias anteriores. Foi a primeira alta depois de 5 quedas seguidas.

No ano, o preço médio da gasolina já acumula alta de 8,5% - bem acima da inflação de 4,17% esperada para 2018.

O diesel terminou a semana em alta de 0,05%, vendido a R$ 3,373 por litro, em média. No ano, o preço do diesel acumula alta de 1,4%. Já o etanol passou para R$ 2,626, o que representa uma alta de 0,2% sobre a semana anterior. Apesar da alta desta semana, no ano o valor do etanol nas bombas acumula queda de 9,8%.

 

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